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A monitoria e sua contribuição para o desenvolvimento integral dos estudantes

O nosso objetivo nesta seção é contribuir com a aprendizagem sobre os diferentes usos do Requalify em pesquisas, especialmente nas áreas da saúde e da educação. Nesta ocasião, abordaremos as atividades da monitoria como fator de proteção para a saúde mental e o desenvolvimento integral dos estudantes universitários.

O artigo se acompanha de um breve roteiro reflexivo de leitura e das respectivas respostas comentadas, com o objetivo de orientar a análise dos textos e ampliar a compreensão sobre a temática, as escolhas metodológicas e as diferentes possibilidades de aplicação do software de Requalify.

Monitoria

Da Costa, P. I. P., Paixão, H. N. C., da Cunha, R. C. A., de Faria, M. R. G. V., Tomaz, R. S. R., & Pitanga, A. V. (2025). A prática de monitoria como fator protetivo de saúde e desenvolvimento integral do aluno: um relato de experiência dos docentes. Anais do Seminário de Atualização de Práticas Docentes, 7(2), 1-9. https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/praticasdocentes/article/view/15448

Resumo

O presente artigo trata de um relato de experiência que aborda, a partir de uma perspectiva qualitativa e descritiva, as atividades de monitoria, no curso de Psicologia da Universidade UniEVANGÉLICA, como fator de proteção para o desenvolvimento integral dos alunos. Os dados foram coletados a partir de observações e relatos orais de professores do programa de monitoria. Para a análise dos dados, os autores utilizaram o software Requalify. Conclui-se que as atividades de monitoria contribuem para o desenvolvimento da autoeficácia, da empatia e das habilidades socioemocionais.

1. Qual é o tema do artigo? Como se justifica a escolha do tema?

O artigo apresenta um relato de experiência sobre as atividades de monitoria no curso de Psicologia da UniEVANGÉLICA. Argumenta-se que a monitoria não funciona apenas como uma atividade docente e pedagógica para o aluno, mas também contribui para o desenvolvimento de competências que impactam no desenvolvimento integral dos estudantes. Além disso, o estudo se justifica pelo fato de o ambiente universitário ser caracterizado como estressante devido às exigências acadêmicas; assim, os autores defendem que a universidade deve promover não apenas o conhecimento técnico, mas também contribuir para o fortalecimento da saúde mental e do bem-estar de seus membros. Nesse sentido, pesquisas indicam que a monitoria possibilita a criação de redes de apoio e mobiliza recursos pessoais e interpessoais que funcionam como estratégias para lidar com situações de risco.

Dessa forma, a questão que orienta o estudo é a seguinte: “quais aspectos positivos podem ser observados no desenvolvimento pessoal e acadêmico do aluno que vivencia a monitoria? Como avaliar os impactos dessa experiência em seu processo formativo e em sua saúde mental? Em que medida essa experiência se revela importante para o desenvolvimento integral do estudante?” (p.3).

2. Quais são os objetivos do estudo?

O objetivo do estudo é descrever as percepções dos professores sobre as experiências dos alunos nas atividades de monitoria do curso de Psicologia da UniEVANGÉLICA. É importante observar que, embora o estudo tenha como foco as experiências dos estudantes, os dados foram produzidos a partir das percepções e relatos dos docentes.

3. Qual é o desenho metodológico do estudo?

O estudo caracteriza-se como um relato de experiência, de abordagem qualitativa e descritiva. O estudo utilizou como fonte de dados relatos orais, troca de experiências e reuniões dos professores que participaram do programa de monitoria da Universidade UniEVANGÉLICA, durante o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025.

4. Como os autores analisaram os dados produzidos?

Os relatos e registros produzidos durante as atividades foram organizados e posteriormente analisados com o apoio do Requalify. Os recursos utilizados pelos pesquisadores foram a nuvem de palavras, bem como a classificação dos sentimentos e das frequências associadas a determinadas palavras. Por fim, foram utilizadas as tags e suas definições conceituais a partir da leitura e da organização do material.

5. Quais são os principais resultados ou categorias encontradas?

Em primeiro lugar, por meio do uso da ferramenta de nuvem de palavras, os termos com maior recorrência nos discursos dos docentes foram “monitoria” e “experiência”. Em seguida, destacaram-se os termos “professor” e “acadêmico” e, posteriormente, “responsabilidade” e “sensibilidade”. Os sentimentos identificados nos relatos foram classificados como positivos em 73,30% dos casos, sugerindo uma percepção predominantemente positiva dos docentes em relação às experiências vivenciadas nas atividades de monitoria, associadas a experiências de compromisso, sensibilidade e desenvolvimento profissional.

Por outro lado, foram identificadas 4 tags relacionadas a:

Aprimoramento das Habilidades Clínicas Didáticas: Refere-se ao desenvolvimento de habilidades associadas, geralmente, às atividades de docência, nas quais o domínio teórico e prático contribui para a autoeficácia e a capacidade de se posicionar diante das discussões de casos clínicos.

Valorização da Monitoria e Desenvolvimento Profissional: Esta categoria está associada ao desenvolvimento profissional a partir da monitoria como espaço de formação.

Participação e Postura Ética dos Monitores: Esta categoria abrange a relação estabelecida no ambiente de monitoria, caracterizada pela empatia, competências interpessoais e colaboração. Aspectos que contribuíram significativamente para a aprendizagem e para a criação de um ambiente acolhedor.

Compromisso e Contribuição dos Monitores: Essa categoria está relacionada ao desempenho dos monitores, caracterizado pela responsabilidade e pelo compromisso com o processo de ensino-aprendizagem, com impactos positivos na experiência dos demais alunos.

Esses resultados permitiram compreender que os espaços de monitoria possibilitam o desenvolvimento da autonomia do aluno, das habilidades socioemocionais e do senso de responsabilidade. Além disso, eles desempenham um papel fundamental na relação entre professores e alunos, diminuindo as distâncias e possibilitando um maior protagonismo dos alunos. Por sua vez, o processo de aprendizagem possui um componente afetivo, ao promover espaços de escuta e cooperação, já que os monitores atuam como apoio aos alunos e estão mais próximos deles, favorecendo um melhor desempenho acadêmico.

6. Quais são as principais conclusões e recomendações apresentadas pelos autores?

Os autores destacam a importância de dar maior visibilidade ao programa de monitoria na instituição, bem como de capacitar os monitores em trabalho em grupo, mediação de conflitos e escuta ativa.

CONHECENDO OS AUTORES

Pedro Igor Pereira da Costa.

Graduado e Licenciado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás(2021). Mestrando em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás(2024). Especialista em Análise do Comportamento Aplicada pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação(2023). Membro do Grupo de Pesquisa em Avaliação e Intervenção em Saúde (GPAIS). Tem experiência na área de Psicologia Clínica, Psicologia Social e da Saúde, com ênfase em TEA, Adolescência, Mindfulness, Psicologia Positiva, Processos grupais e Psicoterapia de grupo. (Informações obtidas do ORCID https://orcid.org/0009-0002-3744-1291).

Heren Nepomuceno Costa Paixão.

Psicóloga e Pedagoga, mestra e doutora em Psicologia. Possui mais de 15 anos de experiência como docente de graduação (presencial e Ead) e pós-graduação (presencial e Ead) e mais de 6 anos de experiência com coordenação de curso de graduação. (Informações obtidas do curriculo lattes http://lattes.cnpq.br/5652455421059861).

Regina Célia Alves da Cunha.

Mestre, Universidade Evangélica de Goiás, Unievangélica,

Margareth Regina Gomes Veríssimo de Faria.

Graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2004), mestrado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2007), doutorado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2015) e Pós-doutorado em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto (2017). Atualmente é professora Colaboradora em Tempo Integral, atuando na Graduação e no Programa de Pós-graduação em Psicologia (PSSP) da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. (Informações obtidas do curriculo lattes http://lattes.cnpq.br/0726485527435503).

Renata Silva Rosa Tomaz.

Mestre, Universidade Evangélica de Goiás

Artur Vandré Pitanga.

Doutor em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC-GO (2016). Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-GO (2009). Graduado em Psicologia pela PUC-GO (2006). Pós doutorando em Psicologia pela PUC-GO. Atua como professor universitário em curso de graduação e pós graduação e Psicologia. (Informações obtidas do curriculo lattes http://lattes.cnpq.br/7255142029443745).

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